Entre corredores cheios de movimento, vozes que se cruzam e ideias que se encontram a cada esquina, estudantes do Projeto de Extensão VerdadeiraMente participaram da 40ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI), realizada de 3 a 7 de novembro de 2025. Levaram consigo um pouco do que vem sendo construído na interface dos campos da Comunicação e Saúde na UFSM e encontraram, nesse espaço coletivo, um terreno fértil para troca, aprendizado e construção conjunta.
A JAI é um desses momentos em que a universidade se reconhece: pesquisadores, em seus diferentes níveis de formação, se encontram para mostrar o que têm feito e para ouvir o que os outros têm a dizer. É uma troca que não termina na apresentação, mas segue nas conversas de corredor, nas ideias que se ampliam e nos projetos que começam ali.

Durante o Salão de Extensão da 40ª JAI, João Vitor e Adriele Farias apresentaram o trabalho.
Foi nesse movimento que o VerdadeiraMente apresentou três trabalhos no Salão de Extensão, trazendo reflexões sobre comunicação, audiovisual, identidade visual e enfrentamento da desinformação em saúde mental.
Os trabalhos apresentados
“VerdadeiraMente: prevenção e combate à desinformação em saúde mental”, de Isadora Bortolotto, Luiza Ventura e Daniele Lopes, com orientação da professora Luciana Menezes Carvalho.
“Videocast ‘Mente Aberta’: o audiovisual como estratégia de comunicação em saúde mental”, de Renan Garces e Maria Eduarda Baldin, com orientação da professora Luciana Menezes Carvalho.
“Cocriação e uso de personas na construção da marca do Projeto VerdadeiraMente”, de João Vitor de Cerqueira Moraes, Adriele Farias e João Davi Martins, com orientação de Rômulo Oliveira Tondo.
Primeiras apresentações, primeiros passos
Para João Vitor de Cerqueira Moraes, estudante de Publicidade e Propaganda, a participação marcou a primeira experiência em um evento acadêmico. “Participar da JAI foi uma oportunidade para mostrar como o design pode ser uma ferramenta estratégica dentro da saúde pública. No VerdadeiraMente, faço parte do núcleo de criação e foi muito bom poder compartilhar esse processo e mostrar como a linguagem visual tem um papel fundamental na forma como as pessoas se conectam com a informação”, afirmou.

Renan Garces apresenta pela primeira vez um trabalho na JAI.
A estreia também foi significativa para Renan Garces, acadêmico de Jornalismo e integrante da equipe do videocast Mente Aberta. “Um nervosismo sem tamanho, mas acredito que fui bem. Quando se tem apoio, você consegue tudo”, conta o estudante.
Quem já conhece o caminho, mas experimenta novas formas
Para Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo, esta não foi a primeira JAI, mas foi a primeira apresentação oral, e a experiência ganhou outro peso. “Trazer o VerdadeiraMente para a JAI, no nosso primeiro ano de projeto, é muito significativo. Principalmente por podermos mostrar nosso trabalho dentro dos pilares da UFSM: ensino, pesquisa e extensão”, relatou.

Isadora Bortolotto apresenta as experiências do grupo de Jornalismo na JAI.
A estudante destaca que a extensão é o centro da proposta. “A extensão é o coração do VerdadeiraMente, o pilar que mais representa o nosso propósito de levar o conhecimento para fora dos muros da universidade. Como bolsista, é muito gratificante apresentar nossas ações, projeções futuras e tudo o que estamos construindo”.
Além disso, a futura jornalista reforça que o compromisso do projeto é tornar o conhecimento acessível para quem mais precisa: “Nosso principal objetivo é traduzir a ciência, aproximar o público, especialmente os usuários do SUS, do conhecimento científico e da saúde”.
Os trabalhos serão publicados nos anais do evento e, em breve, estarão disponíveis ao público.
Construindo rede, cuidado e presença
O jornalista Rômulo Tondo, coordenador do Núcleo Criativo do VerdadeiraMente e orientador de um dos trabalhos, destaca que a JAI é de construção de redes, é um espaço de reconhecimento e de circulação da extensão universitária como produção viva de conhecimento. “Quando os estudantes apresentam na JAI, eles não estão apenas mostrando um resultado. Eles estão se percebendo parte de algo maior, entendendo que aquilo que constroem dentro do projeto se conecta com outras experiências, outras pesquisas e outras trajetórias. Essa aproximação entre pares fortalece a formação profissional, mas também fortalece o sentido de pertencimento à universidade”, afirma.
Ele reforça que a extensão, quando pensada coletivamente, cria vínculos que ultrapassam o campus. “Estamos falando de redes afetivas e institucionais. Quando compartilhamos o que fazemos, abrimos portas para novos projetos, parcerias e ações que podem beneficiar a comunidade. A JAI, nesse sentido, é um espaço de articulação e de cultivo de experiências e parcerias”, comenta o jornalista.
Apresentar na JAI é parte do crescimento dos estudantes
Coordenadora geral do projeto, a professora Luciana Menezes Carvalho lembra o papel essencial da JAI na trajetória dos estudantes envolvidos. “A participação na JAI é mais um passo de nossos estudantes, bolsistas e voluntários, no percurso formativo da extensão. Ao mesmo tempo em que ampliam a visibilidade do VerdadeiraMente, são desafiados a apresentar o projeto a outros estudantes, professores e pesquisadores, nesse processo de interlocução que é fundamental para o crescimento em suas trajetórias na universidade”, avalia a docente.




