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VerdadeiraMente promove diálogo sobre desinformação e saúde mental com estudantes da FISMA

Por 26 de agosto de 2026Sem comentários5 min de leitura

Encontro destacou o papel dos futuros profissionais da saúde no enfrentamento de informações falsas e na disseminação de conteúdos baseados em evidências. 

Da esquerda para a direita: Renan Silveira, bolsista de Jornalismo; Luciana Carvalho, coordenadora do projeto; Isadora Bortolotto, bolsista de Jornalismo; Laura Tedesco, bolsista de Medicina; e Priscila Prates, psicóloga e consultora do projeto. Foto: Divulgação/VerdadeiraMente

No dia 4 de agosto, terça-feira, o projeto VerdadeiraMente promoveu ações com estudantes de cursos da área da saúde da Faculdade Integrada de Santa Maria (FISMA). Realizada nos períodos da manhã e da noite, a atividade contou com a participação de bolsistas dos cursos de Jornalismo e Medicina, além das psicólogas Bruna Staevie e Priscila Prates, o estudante de Psicologia e professor de Filosofia, Pablo Knierin  e da coordenadora do projeto, professora Luciana Carvalho. O encontro teve como objetivo estimular a reflexão sobre a circulação de informações sobre saúde mental e os impactos que conteúdos falsos podem provocar.

Além do diálogo com os estudantes, a atividade contou com uma dinâmica voltada à identificação de estratégias utilizadas na disseminação de desinformação. Os participantes conheceram o Modelo dos 5 Ds da desinformação, que apresenta diferentes formas de manipulação de informações: distorcer, ao alterar ou retirar informações de contexto; distrair, desviando a atenção do público; descartar, buscando desqualificar informações ou fontes; desmoralizar, atacando a credibilidade de pessoas ou instituições; e dividir, explorando conflitos e diferenças entre grupos.

A aproximação entre a FISMA e o VerdadeiraMente surgiu a partir do interesse da instituição em levar diferentes discussões aos estudantes durante as atividades de volta às aulas. Isadora Dorneles de Freitas, educadora especial e coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da FISMA (NAFI), conheceu o projeto por meio de uma reportagem publicada no site da UFSM. Após buscar mais informações sobre a iniciativa, considerou a proposta adequada para a programação da instituição. “Como estávamos organizando as atividades de volta às aulas da FISMA, entendemos que seria uma ótima oportunidade para convidar o projeto e proporcionar aos nossos estudantes uma discussão diferente, atual e necessária.”

A escolha do tema também esteve relacionada à formação dos estudantes da área da saúde. Para Isadora, o crescimento da busca por informações sobre saúde na internet e nas redes sociais torna necessário preparar os futuros profissionais para reconhecer conteúdos confiáveis e orientar seus pacientes de maneira crítica e responsável.“É fundamental que os futuros profissionais da saúde estejam preparados não apenas para identificar informações confiáveis e reconhecer a desinformação, mas também para orientar seus pacientes de maneira crítica, ética e responsável.”

Isadora avalia positivamente a participação do VerdadeiraMente e destaca a forma como a temática foi apresentada aos alunos e professores.“O projeto conseguiu trabalhar uma temática atual e importante de uma forma acessível, dinâmica e próxima da realidade dos estudantes. Foi uma experiência muito interessante para a FISMA, tanto pela qualidade das informações apresentadas quanto pela forma como o projeto conduziu a discussão, despertando o interesse dos alunos e professores.”

Para a bolsista de Jornalismo do Verdadeiramente, Isadora Bortolotto, a ação representa uma oportunidade de aproximar o conhecimento produzido na universidade da comunidade. “É muito gratificante poder sair da universidade e conversar com as pessoas sobre desinformação, mas também perceber como elas recebem essas informações e quais dúvidas elas têm.”

O VerdadeiraMente também já levou a discussão sobre desinformação para escolas, aproximando o tema de crianças e adolescentes. Segundo Isadora Bortolotto, essas experiências têm sido importantes para ampliar o alcance do projeto e levar o conhecimento para além da universidade. “É muito interessante poder trabalhar o tema de uma forma mais aprofundada e, ao mesmo tempo, adequada para aquele público. No fim, é uma forma de ampliar o conhecimento das pessoas e mostrar que a desinformação está presente em diferentes lugares do nosso cotidiano.”

A psicóloga Priscila Prates, doutoranda em Psicologia na UFSM e integrante do LACCog/UFSM, avalia de forma positiva a participação na atividade e destaca a importância de discutir o tema com estudantes que futuramente serão profissionais da saúde. “Foi uma oportunidade muito importante de dialogar diretamente com os estudantes e perceber o quanto ainda temos que falar sobre esse tema, que é relacionado à saúde mental e à forma como esse conteúdo circula atualmente.”

Para Priscila, levar a discussão para instituições de ensino é fundamental, especialmente quando o público é formado por futuros profissionais da saúde. A aproximação com informações confiáveis contribui para uma formação mais crítica e qualificada e pode ajudá-los a reconhecer e combater conteúdos desinformativos que impactam a maneira como as pessoas compreendem e cuidam da própria saúde mental.