Atividades na Praça Saldanha Marinho reafirmam que o cuidado mais humano é o que acontece em liberdade

Todo ano, no dia 18 de maio, o Brasil é convidado a lembrar o compromisso de não perder a humanidade no cuidado com o outro. O Dia Nacional da Luta Antimanicomial nasceu em 1987, em Bauru (SP), quando profissionais de saúde, familiares e pessoas em sofrimento mental se encontraram para dizer, juntos, que os manicômios precisavam acabar. Quase quatro décadas depois, Santa Maria celebrou a data com uma mostra, na Praça Saldanha Marinho, dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e atividades lúdicas.

A ação “Saúde Mental na Praça”, promovida pela Prefeitura por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), transformou o local em território de acolhimento. Durante toda a tarde, os serviços que compõem a rede estiveram presentes sob o céu aberto, ao alcance de quem passava. Orientações, escuta e conscientização eram oferecidas num espaço que pertence a todos. Participaram do evento os centros de atenção psicossocial (Caps) O Equilibrista, Caminhos do Sol, Prado Veppo e Cia do Recomeço, além da Policlínica Santa Maria Acolhe e do Consultório na Rua. 

A arte também marcou presença. A Atlética Acadêmica de Psicologia da UFSM (AAAPSIUFSM), em parceria com o Caps-I O Equilibrista, ofereceu pintura facial ao público, uma forma lúdica de aproximar o público do evento e das discussões sobre saúde mental. O Caps também ofereceu pintura em tecido, atividade desenvolvida pelos próprios frequentadores. O evento contou, ainda, com apresentação da Banda de Música da 6ª Brigada de Infantaria Blindada.

Fotos da galeria: Maria Antônia Rossato Branco
Foto de capa: Isadora Bortolotto